Financiamento estudantil e o acesso ao Ensino Superior

Financiamento estudantil e o acesso ao Ensino Superior

Uma das principais dificuldades de acesso e permanência no Ensino Superior privado trata-se do valor que precisa ser desembolsado durante o curso. Nesse caso, o financiamento estudantil atua como um facilitador pois, através do empréstimo concedido, o estudante poderá subsidiar o pagamento das despesas com as mensalidades.

As modalidades de financiamento são muitas e, a cada dia, mais ofertas são disponibilizadas no mercado, sob diferentes condições. No entanto, a mais atrativa se relaciona ao financiamento estudantil em parceria com o governo federal, que proporciona as melhores formas de pagamento e com juros mais baixos.

Financiamento estudantil público

O financiamento estudantil público vem desde 1975 com o Programa de Crédito Educativo (CREDUC). Mas seu processo de expansão teve início em 2001 com a Lei nº 10.260, que instituiu o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), um programa do Ministério da Educação (MEC) para a concessão de financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos, com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) e ofertados por instituições de educação superior não gratuitas aderentes ao programa.

Existem alguns critérios para solicitar o FIES, dentre eles: ter realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) a partir de 2010, ter obtido média igual ou maior do que 450 pontos e nota maior ou igual a 400 na redação. Outro critério é o da renda familiar mensal, que tem que ser de até três salários mínimos por pessoa.

O crédito proveniente desse fundo federal pode cobrir de 50% a 100% da mensalidade do curso, a juro zero ou variado, conforme a renda do candidato. Essa modalidade, porém, tem limite de vagas. Por isso, além desses fatores, ainda há uma ordem de prioridades para concessão. Assim, o financiamento estudantil privado desponta como alternativa para quem não têm condições de arcar integralmente com o valor do curso escolhido e não foi contemplado pelo FIES.

Financiamento estudantil privado

O financiamento estudantil privado tem a mesma finalidade do financiamento público: viabilizar o pagamento dos gastos com a educação superior. No entanto, ele pode ser realizado por meio de bancos, fintechs ou financiamentos próprios das instituições de ensino.

Justamente por existirem diversos tipos de financiamento estudantil privado, cada um tem a sua particularidade, tais como taxa de juros, contratos e requisitos. Muitos bancos privados oferecem linhas de crédito e os critérios para adesão dependem da política adotada pelo banco, alguns incluem a exigência de ser correntista, de não estar com o nome sujo, de possuir fiador.

Outra forma de conseguir financiamento é através das fintechs, empresas na área de serviços financeiros com processos inteiramente baseados em tecnologia. Essa modalidade, que surgiu com a promessa de facilitar o acesso aos empréstimos estudantis, tem crescido bastante nos últimos anos. Em geral, o processo é feito inteiramente pela internet.

O financiamento estudantil próprio das IES ainda possui uma expansão tímida no Brasil, se comparado às demais modalidades, entretanto, quando disponível, ele possui maior taxa de adesão, pois garante menos burocracia e mais segurança. Em alguns casos, o financiamento é feito da seguinte maneira: o estudante paga uma menor parcela do curso mensalmente, e o restante após se formar.

Via de regra, as opções de financiamento estudantil disponibilizam simuladores para ilustrar como ficará o contrato, as parcelas, os juros, as formas de renovação e os prazos. Ou seja, o contratante pode pesquisar bastante e decidir pela forma mais vantajosa para as suas condições.

Financiamento estudantil é diferente de bolsa de estudo

Por fim, vale ressaltar que financiamento estudantil não é sinônimo de bolsa de estudo. No primeiro caso, o contratante tem que arcar com os valores firmados em contrato, diferente da bolsa que não requer o pagamento do desconto concedido. Mas há a possibilidade de, diante do recebimento de uma bolsa parcial, o estudante solicitar um financiamento para pagar o valor residual da mensalidade.

Seja em conjunto com bolsas de estudos ou separadamente, o financiamento estudantil tem possibilitado o acesso de milhões de estudantes ao Ensino Superior. Essa parceria contribui não só para o desenvolvimento pessoal dos beneficiados, mas também para o crescimento do país por meio da educação.

A Plataforma SAGRES auxilia na qualidade do Ensino Superior

Através das informações disponibilizadas pela Plataforma SAGRES, as instituições de ensino podem atuar na elaboração de estratégias para melhorar a captação e a retenção de alunos com base nas possibilidades de financiamento estudantil! Procure um dos nossos consultores e agende uma demonstração do que essa tecnologia educacional pode fazer pela sua IES.

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