No ensino superior, as metodologias ativas funcionam como recursos importantes que adicionam mais dinamicidade ao processo formativo. Elas são responsáveis por tornar o ensino-aprendizagem mais significativo, de acordo com as múltiplas possibilidades que proporcionam.

Essas ferramentas possibilitam um aprendizado mais efetivo dos conteúdos acadêmicos, pois são fundamentadas na proposição de uma experiência educacional participativa. Nas instituições de ensino superior, as metodologias ativas representam um diferencial competitivo, aumentando o nível de preparação do estudante para as demandas exigidas pelo mercado de trabalho.

Mas, afinal, o que são metodologias ativas?

As metodologias ativas são estratégias de ensino que têm como principal propósito incentivar os estudantes a aprenderem de maneira autônoma, através da resolução de problemas e situações práticas. Nessa perspectiva, as atividades acadêmicas são elaboradas de forma a estimular a criatividade, a pesquisa, a iniciativa e o debate, tornando o estudante protagonista na construção do conhecimento e mais preparado para lidar com as questões do cotidiano das profissões.

A tecnologia costuma ser uma importante aliada nessa abordagem de ensino e, com a consolidação dos meios digitais com fins educativos, a metodologia ativa alcançou significativos avanços. Pois os dispositivos tecnológicos viabilizam o desenvolvimento de diversos tipos de atividades inovadoras, aliando teoria e prática e com o foco em promover diferentes habilidades.

Assim, os princípios de metodologias ativas vêm orientando novas propostas de desenhos curriculares na educação superior brasileira. Conheça alguns exemplos já em uso na atualidade:

1. Sala de aula invertida
A sala de aula invertida representa um modelo contrário à aula tradicional. Nesse caso, a aprendizagem inicia de maneira autônoma, cabendo ao estudante realizar o estudo prévio dos conteúdos disponibilizados e preparar-se para os encontros presenciais, onde devem ocorrer atividades de discussão, análise e síntese, aplicação, elaboração própria, sempre direcionados por problematizações.

De acordo com essa proposta, o professor assume um papel de orientação e organização da sequência de atividades e debates, muito mais do que um expositor de conteúdos e fórmulas. Na sala de aula invertida, o sistema de aprendizagem se adéqua às necessidades do aluno, uma vez que envolve momentos individuais de estudo e pesquisa com momentos grupais de interação e resolução de problemas.

2. Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP)
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) tem por objetivo confrontar os estudantes com problemas reais, a fim de estimular a percepção, o raciocínio e as habilidades práticas na resolução de questionamentos e problemáticas. Essa abordagem coloca o estudante no centro do processo de aprendizagem, fazendo com que ele busque, por meio da pesquisa e do auxílio de tutores, respostas para os problemas propostos.

Atualmente, esse método é bastante utilizado nos cursos de saúde, sobretudo de medicina, mas sua referência originária advém dos estudos de caso realizados nos cursos de Direito.

3. Design Thinking
O design thinking utilizado no contexto educacional apresenta uma abordagem que visa encontrar soluções para desafios complexos propostos em sala de aula. Ele integra professores e alunos de forma colaborativa, investigativa e promove o trabalho em grupo.

Esse modelo inovador destaca o processo de cocriação como um dos seus principais recursos e que deve ser realizado de acordo com as etapas de: descoberta, interpretação, ideação, experimentação e evolução.

PLATAFORMA SAGRES e as metodologias ativas

Com o auxílio dos recursos digitais disponibilizados pela PLATAFORMA SAGRES, as instituições de ensino podem investir ainda mais em metodologias ativas na sua composição curricular. Ou seja, as ferramentas presentes na plataforma contribuem para melhorar a qualidade do ensino. Conheça mais sobre o que a PLATAFORMA SAGRES pode fazer pela sua IES. Agende uma demonstração!